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Vivemos num mundo globalizado…?

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Vivemos num mundo globalizado…?

Globalização é um processo de integração política, econômica e cultural mundial, marcado pelos avanços nos meios de transporte e comunicação. (fonte: wikipedia)

Estamos neste estágio?

A tecnologia definitivamente é global, ela aproxima qualquer um no mundo ao toque de um botão. 

Nos últimos dias temos sido bombardeados pelas notícias sobre o coronavírus. Os fechamentos unilaterais de fronteiras e cidades, toques de recolher…

Cada País, cidade se defende do jeito que pode e….. a globalização é deixada de lado (?), por um motivo nobre.

Neste momento atípico, vemos como a cultura é diferente e as boas conversas via videoconferência muitas vezes não resistem à alguns dias de reunião presencial.

O mundo “de interações pessoais” ainda não é totalmente globalizado, ou seja, as empresas podem estar em qualquer lugar do mundo, mas trabalham de acordo com os padrões locais balizados pela cultura da empresa.

Por isso admiro muito as empresas que neste momento estão se aproveitando de todo o investimento feito em infraestrutura e treinamento de tele trabalho e estão operando virtualmente.

Mas a pergunta que fica é: Será que algum dia o mundo será realmente globalizado? Com integração econômica, política e cultural?

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Vivemos num mundo globalizado

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29 respostas

  1. Muito boa reflexão, Marcelo. Diante das dificuldades impostas pela existência, o Homo Sapiens nem sempre tem se comportado da forma mais inteligente. De um certo tempo para cá, temos tantos interesses, muitos até conflitantes com nossa própria preservação e da nossa espécie, que vivemos aos saltos entre avanços e retrocessos. Bom reler “Colapse” e “Guns, Germs and Steel” de Jarred Diamond. E também “A história da Humanidade contada pelos virus” do brasileiro Stefan Cunha Ujvari.
    É relevante estudar, pensar e conversar sobre esses temas num momento tão crítico. Parabéns e obrigado por nos trazer o assunto numa abordagem tão atual.

  2. Coisas que estou aprendendo com o distanciamento:

    * É possível trabalhar de forma remota, mas essa forma nunca vai substituir a interação pessoal

    * Home office – Apenas em casos extraordinários como o que estamos vivendo. O ambiente que construímos na empresa, a energia que é gerada, a relação, tudo isso fica enfraquecido sem a presença da equipe no dia a dia.

    Nada substitui a grandeza da relação humana.

    Eu que sou um cara de negócios estou me sentindo limitado sem poder me encontrar com meus clientes, sem poder visita-los sem poder recebê-los.
    Deus me livre!
    _______________________________
    Mundo Globalizado – Sim, acredito que vivemos em um mundo globalizado, porém as fronteiras culturais e o egoísmo ainda são muito latentes nas pessoas e isso é o que nos limita.

      1. A globalização, até pouco tempo atrás era conhecida pejorativa de imperialismo, e traduzia um expansionismo territorial, com a imposição subliminar de costumes políticos, econômicos e culturais, os quais de forma espontânea ou cogente transformavam tradições arraigadas de um mesmo núcleo social, que podia ocorrer numa pequena tribo indígena ou num bloco hegemônico, como a União Européia. No passado recente, a história reporta que nas grandes guerras os vencedores subjugavam os povos vencidos na transformação social dos territórios conquistados. No estágio moderno da sociedade, a interação social pode ser virtual e transcontinental, advinda das facilidades dos meios modernos de transporte e processos cibernéticos de comunicação, o que faz do planeta uma aldeia global. A globalização cultural não pode impedir a evolução da sociedade. Os governos dos países têm o compromisso de buscar o equilíbrio entre os interesses econômicos, mas sempre visando a felicidade e a preservação da raça humana, seja nos estágios mais primitivos ou desenvolvidos. Por sua vez, a globalização econômica pode até ser almejada, mas algumas experiências regionais vêm sinalizando a fragilidade dos blocos já existentes, por haver conflitos de interesses e instabilidades políticas naturais nas democracias, somando-se a isso, questões ideológicas, que por ora impedem uma comunhão com países de regimes socialistas.

        1. Obrigado Clementino pelos comentários. O que eu vejo neste momento único desta pandemia é realmente as barreiras culturais, ao invés de caindo se erguendo mais e mais, onde cada um está olhando para seu povo e em resolver seus problemas. Nao consegui ver uma liderança mundial, que deveria vir da OMS, tentando dar uma direção global… Como será o amanhã? Nao sabemos, mas será diferente.
          E já vejo uma mudança, hoje lendo um site, já menciona a idéia da Delta começar a analisar os passageiros e ver se eles tem febre no embarque… Ou seja, como será amannhã, nao sei…

  3. Penso que a atual crise ,provocada pelo vírus , irá ser um caminho sem volta ,para o tele trabalho e vídeo conferência .Alem de baixar os custos com transportes dos funcionários e empresários, é mais confortável , e não implica uma redução na qualidade do serviço ou da comunicação .
    As empresas e empresário foram obrigados a utilizar esta forma de comunicação ,devido às políticas preventivas de isolamento ,e gostaram ,na minha opinião não vão voltar a velha forma

  4. Bom ponto, Marcelo. Globalização é inexorável e a ruptura na cadeia de fornecimento causada pelos “lockdowns” tem sido evidência robusta de que a integração ainda maior é irreversível, seja esta a nível global ou regional (como recentemente experimentamos em alguns estados e mesmo municípios.

    1. Perfeito Fabiano, tenho discutido muito esta questão da cadeia de suprimentos. As empresas que dispersaram demais (internacionalizaram) neste momento estão tendo grandes dificuldades.
      Importante repensar em planos futuros B, C… e ter opções locais também. Grato pelo comentário.

  5. Uma das lições desta pandemia é que o homem ainda não aprendeu o beabá das estratégias: não colocar todos os ovos no mesmo cesto. A globalização fez da China o fornecedor quase único de insumos essenciais, de respiradores a máscaras cirúrgicas. Aí entra outra característica do homem: farinha pouca, meu pirão primeiro.
    Em suma, não importa o quanto avancemos em tecnologia em todas as áreas. Na base de tudo está o homem e é nessas horas que ele aparece em sua essência mais primitiva.

    1. Exato Jõao Carlos… e não só os equipamentos cirúrgicos, mas uma serie de outros produtos, como os que são necessários para a industria automobilística estão faltando. Obrigado pelo comentário.

    2. A abordagem do Pacheco me faz remeter à dicotomia entre a mentalidade da escassês (o mundo é um lugar de limitações e não há provisão para tantos) em contraposição à mentalidade da abundância (o mundo é grande, está em expansão e portanto encontraremos formas de prover para todos).
      Outro ponto é que numa competição desenfreada por barateamento de custos e ganhos de escala, como também de estratégias de planejamento fiscal, transferiram-se meios de produção para regiões onde a mão de obra é abundante e barata, principalmente em decorrência da flexibilização (para alguns uma total precariedade) da renda e dos direitos sociais da massa de trabalhadores.
      É da natureza do Mercado essa busca, sem muitas vezes se importar com outras questões de importância vital para o desenvolvimento/progresso e preservação da sociedade. Deveremos ver, num futuro não muito distante, grandes discussõed sobre o papel do Estado em administrar esses grandes movimentos do capital.

      1. Ja estamos vendo Peixoto… Neste momento com a China aparecendo como grande fornecedora mundial de matérias de baixo custo, mas com o domínio da matéria prima e dos equipamentos, ja vejo na mídia alguns países indo de encontro ao que voce mencionou, em termos de reorientação logística e preservação das empresas (restrição acionária para empresas estrangeiras).

  6. É por aí mesmo, Marcelo. Concordo que, enquanto existirem restrições de qualquer tipo, como o Brexit, o muro do Trump e, agora, o fechamento das fronteiras pela pandemia, o sonho do “the world will be one” ficará cada vez mais distante.

    1. Certamente o mundo pos-covid sera bem diferente e vejo estas discussões tomando corpo.
      Uma grande reformulação virá, pois o mundo esta se mostrando bem “cada um cuida do seu”, mas dependemos de uma cadeia global que não esta funcionando neste momento (vide os confiscos de equipamentos em escalas…).

  7. Acredito que enfrentaremos grandes desafios nos próximos meses, não digo somente no combate ao covid-19, mas principalmente nas relações humanas, sejam nas pessoais, interpessoais ou comerciais. Estamos diante de uma evidencia de que a globalização somente do ponto de vista comercial não basta, precisamos agir como seres humanos, ou seja, entendermos que o que se faz em um ponto da Terra existira um reflexo em outro.
    Vimos isso quando a mídia no final de 2019 falava sobre o Coviid-19 e achávamos que não era nada demais, ou ainda, era longe….

    1. Perfeito Daniel… as relações humanas, culturais, foras das fronteiras passarão por transformações também. Talvez uma certa xenofobia ou quem sabe um mudo mais solidário? Não sei, mas creio que vamos mais para a primeira opção.

  8. Bom e lúcido bate papo, coisa rara nos WAs nos tempos de covid 19 e em outros também. Valem muito essa e outras reflexões e , senhores, creio que nós como ” homo sapiens” como diz o Peixoto , fomos talhados pra caminhar ao rufar de tambores e não ao som de violinos. Se observarmos a história sempre depois das tragédias, naturais ou não, a humanidade evoluiu como um todo. Sairemos melhores certamente. É o planeta e as forças que o governam chamando O HUMANO A SER HUMANO . Globalização ou não, usando essa ou aquela política ou ferramenta vamos em frente. Pra quem chicotiava pessoas só por serem negros a menos de 150 anos até que evoluímos bastante.

  9. Marcelo
    Obrigado pelo seu instigante texto e pergunta. Penso que a globalização, como referida na pergunta final sobre a integração econômica, política e cultural, sempre será ‘assintótica’, uma aproximação constante. O que observo ser inevitável e irresistível (os drivers digitais e tecnológicos em curso afetando praticamente todos os aspectos da vida humana, especialmente os negócios, não podem ser parados) no futuro a longo prazo é o avanço de mecanismos de integração e governança global e mesmo, dentro de décadas, a formação de algo como um governo global, sendo impossível apontar quantas crises e guerras serão necessárias para romper as esperadas e usuais resistências ao processo. Basta vermos alguns dos grandes desafios atuais – pandemias recorrentes, imigração, mudança do clima, poluição, escassez de água etc – para concluir que tais mecanismos de governança mais amplos serão cada vez mais necessários e demandados pelas sociedade global, o que será um driver irresistível e que impactará, a partir do aspecto socioeconômico, a arena política de todas as nações do globo.

    1. Pois é Fabio, penso que este é o caminho… só acho que isso levará muito tempo, quem dirá séculos para chegar numa situação de um governo global.
      Obrigado!

  10. Marcelo, seu texto aborta uma questão muito interessante! Trata-se de um assunto amplo e empolgante. Uma coisa é certa: não seremos mais como antes! Uma das características mais relevantes do processo de globalização é a sua capacidade de transformação e de adaptação . Esta integração mundial, a meu ver, não tem mais volta. O que falta é um maior equilíbrio econômico. A equação onde poucos tem muito e muitos tem pouco deve ser revista pelas nações. Refiro-me não somente as questões econômicas, mas também as relativas a distribuição da informação, da cultura, e do conhecimento tecnológico. Infelizmente a Globalização ainda não aprendeu a compartilhar. Talvez a pandemia ensine. Abraços

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