Por que alguns RH’s poderiam ser mais estratégicos do que são?

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Por Robson Castro

Quando penso em escrever um artigo, confesso que busco uma provocação positiva no intuito de instigar a reflexão sobre nossa contribuição para as organizações e sociedades.

Durante minha carreira em ambiente corporativo e agora como Consultor; presenciei diferentes situações ou comentários sobre a imagem que Empregados, Diretorias Executivas, Clientes e Fornecedores já tiveram ou ainda têm a respeito da área de Recursos Humanos, como sendo de:

  – Baixo nível de conhecimento do negócio da Empresa.

  – Pouca sensibilidade para atuar de forma a equilibrar os interesses da Empresa e dos Empregados.

  – Feedbacks inconsistentes, tardios ou inexistentes.

  – Visão mais operacional do que estratégica em reuniões de Diretoria.

  – Posicionamentos com base na intuição, com baixo nível de argumentação.

  – Posturas ora defensivas, ora agressivas em questões mais delicadas.

Em alguns dos casos acima, de fato, até podem ter ocorrido “lacunas” na senioridade dos Gestores de RH. Entretanto, por vezes, ainda que os gestores estejam bem preparados, conheçam o negócio da Empresa, sejam estudiosos incessantes e especialistas no comportamento humano; podem enfrentar resistências da própria cultura da Organização que impedem um posicionamento mais estratégico da área.

Pois bem, talvez o RH que se reporte a você ou o RH onde você trabalhe ou RH sob sua responsabilidade ainda não seja dos seus sonhos por que:

  – O Sócio, o Presidente ou o Mercado em que a Empresa atua, simplesmente não valorizam a Gestão de Talentos, tratando a área como um centro de custos que presta serviços operacionais para manter as relações de trabalho.

  – Empresas promovam bons especialistas de RH ou gestores de outras áreas de negócio, por entenderem que a área de Gestão de Talentos requer apenas um bom perfil comportamental, sem muita especialização; mas depois cobram o que eles simplesmente não têm como oferecer.

  – O Gestor da área foca em se proteger com atitudes exageradamente humildes ou arrogantes, sem se desprender de si mesmo, de seus objetivos profissionais ou pessoais, mesmo quando percebe que o correto, o humano, o esperado ou o razoável teria outro caminho.

  – A equipe de RH é pouco preparada e seu Gestor não tem autonomia para treinar ou renovar seus colaboradores.

  – Os relatórios gerenciais de RH não surpreendem e tratam apenas de estatísticas da área, sem uma visão de médio ou longo prazo.

Certamente, há outras situações que poderiam contribuir para melhor entendermos ou ajustarmos estas percepções, muitas vezes equivocadas sobre a imagem do RH.

Empresas tendem a investir mais tempo e recursos no core business, o que é natural, mas não perdem de vista seus 3 principais pilares: Operações, Finanças e Comercial.

Por isso, acredito ser de vital importância que o RH esteja envolvido nestes pilares para que possa contribuir estrategicamente no negócio.

Por outro lado, se a Empresa não entender que o Ser Humano é o agente de mudança e ator principal no atingimento dos resultados, com diferentes emoções, vaidades, percepções, dúvidas e motivações; dificilmente acatará a área de RH como estratégica, podendo, sem perceber, afetar o engajamento das pessoas no Objetivo Comum.

Qualquer que seja o obstáculo ou restrição, o RH sempre será percebido como um agente de transformação e, neste contexto, precisa assumir o desafio para se tornar cada vez mais estratégico e importante nas decisões das Empresas.

Para isso, deverá conquistar sua autonomia e respeito para que possa unir, motivar, acompanhar, controlar, prever, interagir, envolver, rever, arriscar, comprovar, validar, dar o exemplo, atender prazos, ouvir, influenciar e decidir; sempre com transparência, imparcialidade, argumentação e flexibilidade no trato das verdadeiras exceções.

Robson Castro

Robson Castro

Executivo de Recursos Humanos, com mais de 20 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais de grande porte dos segmentos de Petróleo, Gás & Energia; Farmacêutico e Financeiro. Presidente da AGNIS que há 18 anos suporta Empresas e Profissionais em projetos ligados a gestão de carreira, através do Coaching, Executive Search, Outplacement e Consultorias em RH. Pós-graduado em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, graduado em Administração de Empresas pela UFRRJ e certificado como Coach Executivo pelo ICI – International Coaching Institute. Com a AGNIS, Robson é membro do GES - Global Executive Search;

33 respostas

  1. EXCELENTE matéria, aliás de um profissional com a experiência do Robson Castro não poderíamos esperar outra matéria que não fosse fundamenta em fatos e sabedoria no debate das melhores soluções para empregados e empregadores….

  2. EXCELENTE matéria, aliás de um profissional com a experiência do Robson Castro não poderíamos esperar outra matéria que não fosse fundamentada em fatos e sabedoria no debate das melhores soluções para empregados e empregadores….

  3. Excelente, muito bom. Realmente e’ raro um profissional de RH ter tamanha clareza e nitidez de percepções e de concepções sobre os papéis e funções da área de RH no ambiente corporativo. Parabéns!

    1. Parabéns! Ótima matéria.
      Concordo plenamente contigo. A organização que “ainda” não consegue enxergar seus recursos humanos como sendo a força motriz para mudanças, inovação e consequentemente como a fonte de seus melhores resultados, certamente não enxergou “ainda” a posição estratégica que a área de RH requer.
      As dores do caminho levará essa organização a mudar essa posição. Ou levará à sua extinção, infelizmente.

    2. Certamente não lembrará, mas o mestre Wagner Siqueira foi paraninfo de minha formatura há mais de 30 anos atrás. Receber esse elogio agora é quase uma segunda certificação. Muito obrigado!

  4. Excelente. Muito bom mesmo. Raramente se vê um profissional de RH com tanta clareza e nitidez sobre as concepções adequadas dos papéis e funcoes da área de RH no ambiente corporativo. Parabéns pela lucidez

    1. Certamente não lembrará,mestre, mas você foi o paraninfo de nossa formatura em Administração de Empresas em há mais de 30 anos.
      Receber esse elogio agora é quase uma segunda certificação.
      Muito obrigado!

  5. Simplesmente, brilhante. O conciso texto, agrega o talento, experiência e ampla visão forma de atuação mercadológica, em rara lição de concisão !!!

  6. Olá !
    Concordo muito com tuas palavras e não tenho dúvidas que a diferença tanto na vida social e familiar, como nas corporações, igrejas e política, é realizada pelas pessoas. É lamentável que não seja esta a visão e sentimento da grande maioria que respondem pelas empresas e sociedade.
    Acredito que meta do RH é cada vez mais ganhar força a ponto de ser um componente não só operacional e gerencial e sim mais estratégico.
    Não tenho dúvida de que as empresa que enxergarem quanto as pessoas agregam de valor nas variáveis internas (produto e processo) e nas externas (clientes, concorrentes, fornecedores, social…) serão mais prósperas em todos os sentidos, não apenas na quantidade vendida ou lucro financeiro.
    A palavra engajamento usada no texto diz tudo, um “time” engajado vai além, a questão é o que os gestores estão dispostos a fazer para que isso aconteça.
    Gostei muito do artigo e agradeço a nosso amigo em comum Edwin Nathan ter compartilhado tuas palavras. Saúde e Sucesso,

    1. Parabéns Robson pelo belo artigo. Você merece todo meu respeito e gratidão por ser um profissional digno da mais profunda admiração pela forma incansável com a qual se dedica ao seu objetivo com muita determinação.

      1. Ótima abordagem do tema. Assunto bastante contemporâneo, que da forma inteigentíssima que foi pontuado nos remete à reflexões. Destacaria também a transparência das análises, do Robson, que ajuda muito os profissionais de RH, área bastante carente de assertividade e empatia, atualmente.

  7. Perfeito Robson, não poderia mapear de forma mais clara a realidade dos RH das empresas em geral dos dias atuais, belo texto. Parabéns!

  8. Excelente matéria de um profissional de RH experiente e de van guarda. Conteúdo objetivo e muito agregador para profissionais de RH. Parabéns, Robson!

  9. Excelente matéria. Abordagem por um profissional extremamente experiente e estudioso em matérias correlatas. Sempre com um olhar clínico, procurando sempre as vias mais dinâmicas para soluções aos mais variados ambientes empresariais.
    Esse entende do assunto!!!

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