Será que estamos ficando invisíveis?

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Por Robson Castro

Tenho pensado sobre esse inevitável “novo normal” que vem sendo desenhado para superarmos as muitas das perdas sofridas nos últimos meses por conta da pandemia.

Sim, é preciso adaptar, reinventar e reconstruir para termos condições de seguir, mesmo não sabendo ainda para aonde.

De fato, o mundo já vinha desenhando um novo normal com tantas mudanças na forma como nos relacionamos com as coisas, pessoas e informações. Agora, com o Covid-19, estas mudanças estão mais fortes ainda, tais como:

– Trabalhos em Home Office.

– Reuniões e Entrevistas por videoconferência.

– Diferentes APP’s para Comida, Banco, Roupas, etc.

– Sistemas virtuais de avaliação comportamental.

– Lives para Educação, Entretenimento, Treinamentos, etc.

– Moedas virtuais.

É claro que a contribuição da tecnologia, além de inevitável e real, melhora muitas áreas da nossa vida.

Por outro lado, quando lembro o esforço das organizações em integrar pessoas, seja com estruturas horizontalizadas, “open space”, “co-working “, gerentes de relacionamento e aproximação entre fábricas e escritórios; tenho a sensação de que, sob a ótica do Comportamento e do Relacionamento, infelizmente estamos  agora nos distanciando das pessoas.

Portanto, resisto em aceitar este “novo normal” com normalidade; mas sim como uma fase transitória para que logo deixemos de ser quase invisíveis, de olharmos o mundo pelas telas e janelas, de usarmos máscaras, de medirmos distâncias ou de temermos o convívio social.

Minha expectativa é de que este “novo normal” não seja uma consequência de pandemias e, ainda que a tecnologia esteja presente, possamos voltar a nos aproximar, sermos vistos, abraçarmos, sentirmos o cheiro da vida e percebermos o mundo por inteiro.

Entendo que as Ciências Exatas tem um papel de protagonista na evolução da humanidade, mas também acho que a nossa e a próximas gerações não podem deixar de valorizar o tempo e o espaço para relacionamentos reais e verdadeiros.

Robson Castro

Robson Castro

Executivo de Recursos Humanos, com mais de 20 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais de grande porte dos segmentos de Petróleo, Gás & Energia; Farmacêutico e Financeiro. Presidente da AGNIS que há 18 anos suporta Empresas e Profissionais em projetos ligados a gestão de carreira, através do Coaching, Executive Search, Outplacement e Consultorias em RH. Pós-graduado em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, graduado em Administração de Empresas pela UFRRJ e certificado como Coach Executivo pelo ICI – International Coaching Institute. Com a AGNIS, Robson é membro do GES - Global Executive Search;

14 respostas

  1. Caro Robson,
    O debate do DIGITAL X HUMANO é um tema que ganhou notoriedade nestes tempos de pandemia. Contudo, uma questão bem colocada no seu texto, refere-se a necessidade de preserva-se o HUMANO. Infelizmente neste tempo digital, o AFETO, sentimento extremamente importante para a realização do indivíduo como pessoa, tem sido substituído por uma “CARINHA” nas mensagens de WhatsApp ou de qualquer Rede Social. Para a humanidade, isto será um grande retrocesso, sem dúvida nenhuma.

  2. Ótimo Artigo Robson….concordo que nada substitui a presença física em uma conversa, em uma negociação. Na minha opinião, e como “comercial” é somente presente e fisicamente que se pode olhar “olho-no-olho” e sentir a “calma” ou o “nervosismo” que pautam uma boa negociação e suas respectivas “manobras” no curso.

    Em resumo, acho que pare médias e grandes decisões ainda estaremos presentes…mas para comprar uma Pizza ou uma TV, a coisa vai andar cada vez mais para o mundo digital e não presencial…

    Abraços !

  3. Robson,
    Gostei do seu artigo e concordo com os pontos mencionados. As grandes e médias empresas investiram alto em “team building” durante anos, bem como no “coaching”, com os veteranos e líderes nas suas áreas de expertise, transferindo as suas experiências vividas aos novatos e menos experientes em diversas situações de liderança, conflitos, crises, análise de problema e tomada de decisão, entre muito outros. Isso não pode se perder. A minha experiência com “home-office” e interação com clientes em uma grande empresa de O&G que trabalhei, não teve bons resultados e voltou-se ao contato direto de escritório. Entretanto, temos agora outros cenários, estratégias e ambientes competitivos muito diferentes, e teremos que achar uma fórmula bem balanceada, para cada caso ou para as diversas áreas de negócio.
    Parabéns pelo artigo. Abs,

  4. Excelente texto para nossa reflexão, seja como líderes, seja como gestores de RH. Vamos seguindo, sem saber ainda ao certo, mas torcendo para sairmos ainda mais fortalecidos e experientes. Afinal, o acaso não existe. Tudo está interligado e tem sempre um propósito.

  5. Parabéns pela reflexão Adm. Robson Castro; não há novo normal, estamos vivenciando evoluções naturais que foram antecipadas pela crise mundial instalada. A natureza do “homem” não será alterada, a despeito da onda de solidariedade e compaixão que tomou as redes sociais, mas que não se sustentará, infelizmente. Assim como a pandemia que matou mais de 50 milhões há 100 anos, essa também passará e as sociedades voltarão às suas agendas de sempre; a sanha dos grandes empresários permanecerá sendo a busca de mais e maiores lucros; as doenças sociais persistirão; e la nave va, com mais tecnologia, consumo compulsivo, individualismo e imediatismo, características de uma sociedade hipermoderna já descrita por Lipovetsky e Gaulejac. A reaproximação das pessoas acontecerá, dentro de instantes, mas movidos por interesses, inclusive de sobrevivência, e não genuinamente por amor ao próximo.

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