Disparam pedidos de recuperação judicial de PMEs na pandemia, revela consultoria

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Quist Investimentos vê triplicar demanda por reestruturação dos negócios; indústria, varejo e comércio puxam a lista

A pandemia do novo coronavírus fez disparar novos pedidos de recuperação judicial, especialmente de pequenas e médias empresas. É o que aponta levantamento da Quist Investimentos, especializada em reestruturação e recuperação judicial de empresas. De acordo com a consultoria, desde que a pandemia do novo coronavírus se intensificou no Brasil, a Quist viu triplicar as solicitações de RJ. “Nunca tínhamos recebido tantos pedidos por meses seguidos. Antes da pandemia, havia um pedido de recuperação por mês. Agora essa média saltou para três ou quatro. As consultas mensais giravam em torno de quatro. Agora são 16”, revela Douglas Duek, sócio-fundador da Quist.

O executivo conta que a maior parte dos pedidos está vindo da indústria, varejo e comércio. “Empresas do setor agro também estão nessa lista. A principal dificuldade dessas companhias é ter acesso a linhas de crédito. O dinheiro não está chegando na ponta. Se nada for feito efetivamente, a quebradeira pode ser ainda maior. São milhares de empregos que estão em risco”, dispara o executivo.

Pesquisa Quist Investimentos com 100 empresas mostra que 78% não tiveram acesso a crédito desde o anúncio de ajuda do governo

Pesquisa encomendada pela consultoria Quist Investimentos mostra que a ajuda emergencial anunciada pelo Governo Federal em março não está chegando na ponta.

O levantamento, que ouviu 100 empresas com faturamento entre 30 e 300 milhões, revela que 78% das companhias consultadas não tiveram acesso a nenhum tipo de crédito desde o anúncio da equipe econômica.

Do estrato que não teve acesso a crédito, 17,5% declararam que a ajuda emergencial esbarrou na falta de informações nos bancos e que os gerentes das instituições de repasse não tinham orientações claras sobre como seriam operacionalizadas na prática as linhas de socorro.

De acordo com a sondagem, apenas 22% das empresas disseram ter tido acesso a crédito mas foram socorridas por linhas que já estavam pré-aprovadas pelos bancos de relacionamento, para cobrir despesas como folha de pagamento de funcionários, e outros custos operacionais.

Para Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos, existe um conflito de interesses evidente no crédito ofertado pelo governo. “Os bancos estão com medo do que vai acontecer nesse período e tentam se proteger. Só vão dar crédito para quem já dariam naturalmente com seus próprios recursos”, diz. Para ele, “as instituições não querem ficar corresponsáveis pelas dívidas com o BNDES e ter que cobrar e administrar uma carteira de crédito de empresas que eles não aprovam”.

Para o especialista, “a solução seria o BNDES a buscar outras vias como FIDC, Fintechs e até mesmo montar um ´hospital de campanha´ de empresas, com gerentes próprios diretos para tentar distribuir esses recursos sem conflitos”.

Sobre a Quist Investimentos

A Quist Investimentos é uma das maiores assessorias de turnaround, reestruturação e recuperação judicial do mercado. Fundada em 2008, a consultoria já participou da recuperação de 150 empresas, com mais de R﹩ 15 em dívidas renegociadas. Atualmente, está à frente de 45 projetos de RJ, com dívidas estimadas em R﹩ 5 bilhões. A operação é conduzida por Douglas Duek, mestre em finanças, com formação em Harvard e na New York University.

Redação Negócios Pro Br

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