A TERCEIRIZAÇÃO DO ESTADO

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Por Fernando Camara

A destituição temporária de Wilson Witzel do governo do Rio de Janeiro é uma excelente oportunidade para os governadores de todos os Estados da Federação.

Circunstância imperdível para avaliarem a forma como têm conduzido os  mandatos e, sobretudo, a gestão do Estado. Particularmente na área da saúde pública.

O afastamento de Witzel levanta muitas questões que devem reavaliadas e respondidas pela maioria dos governadores. Entre elas, por que as ONGs dominaram a gestão hospitalar? Falta capacidade técnica ao Estado? Ou ao gestor do Estado? Para que e para quem servem as Secretarias de Saúde? 

E, finalmente: quem, de fato, se beneficia dos serviços prestados pelas ONGs?

MUDANÇA DE COMANDO

Poucos acreditam que Wilson Witzel possa voltar ao comando do estado do Rio de Janeiro. Ele caiu por inépcia, vaidade e precipitação. Sem nenhuma experiência política, foi eleito pelos fluminenses que buscavam alternativas às décadas de corrupção e criminalidade.

Ainda que não conseguisse resolver questões primordiais do Estado, lançou-se à presidência da República – seu maior e mais condenável deslize.

Witzel entregou na bandeja à oposição um farto material que evidenciava despreparo (“atira na cabecinha”), vaidade (a confecção da faixa para transmissão do cargo de governador), excesso de confiança (a descida apoteótica do helicóptero) e a inabilidade para estabelecer uma base de apoio sustentável. Entre tantos outros pecadilhos de marinheiros de primeira viagem.

O papa João XXIII era tido como azarão. Poucos acreditavam que chegaria ao cargo máximo da Igreja Católica. No entanto, foi o papa que promoveu mudanças. E deixa o exemplo para o invisível Vice-Governador seguir. Witzel deixou passar essa chance.

PAULO GUEDES SUBIU NO TELHADO

O estilo histriônico do ministro Paulo Guedes não tem mais os efeitos de outrora. As promessas anunciadas com pompas e circunstâncias não saem do papel e, sem cerimônia, ele continua a lançar outras.

Alguém se lembra que entregaria a outra parte da Reforma Tributária até 15 de agosto? E as privatizações que ele anunciou em julho? Algumas até duvidosas.

Por que privatizar DATAPREV e Serpro, duas empresas superavitárias, enquanto elefantes brancos ainda permanecem no portfólio do Governo,  só gerando prejuízo?

DESNECESSÁRIO

A inabilidade no trato da economia durante a pandemia foi a bola perfeita que Paulo Guedes levantou para o presidente Bolsonaro cortar. Deselegante e desnecessária, mas não sem motivo.

Sem querer, PG ajudou a criar mais uma peça de campanha para Bolsonaro: “não posso tirar dos pobres para dar para paupérrimos”.

Mais um plano do ministro foi solenemente engavetado. Talvez fosse o caso de criar projetos com efetiva conexão à realidade brasileira.

EQUÍVOCOS EM CASCATA

Enquanto Paulo Guedes se vira nos trinta para tirar dinheiro de alguma cartola, Rogério Marinho e Tarcísio de Freitas pressionam por verbas para obras.

Diante do quadro socioeconômico, será mesmo o momento para tanta ânsia por inaugurações?

Fernando Camara

Fernando Camara

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