CIDADES INTELIGENTES E O PAPEL DO ARQUITETO E URBANISTA

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Por Michelle Beatrice

Estamos em plena revolução digital e com isso avanços avassaladores das tecnologias de informação e comunicação mudam a forma de viver, trabalhar e de nos comunicarmos. Nossas cidades estão se transformando em cidades digitais (ou inteligentes).

E o espaço físico? Como definirmos ele agora? Qual o papel do arquiteto e urbanista para o pensar e planejar as cidades do futuro e de que forma, nós arquitetos e profissionais da área, vamos trabalhar e atuar nestas cidades?

O arquiteto está mudando seu papel de atuação e virando cada vez mais um sintetizador dos vastos conhecimentos específicos de vários profissionais especialistas envolvidos no novo contexto de desenvolvimentos das cidades do futuro, as cidades inteligentes. Cada vez mais olhar para o Ser Humano inserido no universo das cidades inteligentes, necessariamente, muda o papel do cidadão a ser de fato alguém mais atuante e inteligente para que ele possa interagir e sobreviver neste novo espaço. E, com isso, tornam-se importantes e necessárias novas demandas de gestão da Tecnologia e de vários ouros campos multidisciplinares em conjunto, sempre na busca da inovação através da criatividade humana, para a inserção e sobrevivência da geração presente e das futuras gerações.

Falando um pouco de cronologia, muitos dos projetos de cidades, urbanização e redes que encontramos atualmente são originários da antiguidade da civilização e atravessam o tempo atendendo a humanidade até hoje, mesmo não possuindo as tecnologias e inovação que já temos atualmente. Para entendermos este cenário da evolução de forma bem simples e abrangente, temos aqui alguns eventos macros que presenciamos na evolução das cidades:

– A partir do séc. XIX: eletricidade como conhecemos hoje, com sistemas de distribuição pública. A 1ª.

– Telégrafo – as primeiras e modernas tecnologias na área da comunicação, aconteceram em 1843, nos EUA.

– Telefone, rádio, cinema e TV – vários avanços no fim do sec. XIX foram mudando a vida das pessoas e seus relacionamentos e comportamentos.

– Computadores – século 20, a parte da metade da década de 60, acompanhamos o desenvolvimento da primeira CPU.

– A partir da década de 90, as inovações começaram num ritmo acelerado com muitas evoluções tecnológicas que antes demoravam décadas para serem desenvolvidas.

E é neste ponto que estamos hoje, uma evolução contínua e acelerada. Internet das coisas, tecnologia da informação e assim as informações começaram a ser compartilhadas de forma ágil e simples.

Para as cidades, a internet e as novas tecnologias geraram o que chamamos de CIDADES DIGITAIS, a cidade que sente, que fala, que interage e que é INTELIGENTE.

Mas afinal, o que são Cidades Inteligentes ou Cidades Digitais, as tais Smart Citeis?

Algumas cidades do mundo já vem se transformando e se adequando mas ainda não existe de fato um critério único de definição da arquitetura da cidade. São muitos aspectos ainda sendo discutidos, afinal estamos em plena transformação.

O objetivo aqui é apresentar alguns conceitos e elementos que devem estar envolvidos no desenvolvimento de uma cidade inteligente ou de transformação digital de uma cidade existente ou uma planejada.

Quando falamos de cidades inteligentes, estamos falando de Conceito e não simplesmente de tecnologia propriamente dita. O Conceito é definido pela utilização de novas e velhas tecnologias para a definição e construção de uma nova cidade que priorize a qualidade de vida e a sustentabilidade em vez de fatores simplesmente econômicos. Para a cidade inteligente, o enfoque maior está na sustentabilidade e no objetivo do bem-comum e da qualidade de vida de seus habitantes, com o uso da tecnologia em seu processo de planejamento, gestão, controle e interação entre eles.

Na verdade é um grande sistema de pessoas interagindo com o uso estratégico de infraestrutura e serviços de informação, comunicação, planejamento, gestão urbana e social para atender às necessidades sociais e econômicas, de forma sustentável, para as gerações presente e futura e com a busca sempre da qualidade de vida, usando todos os recursos e tecnologias existentes e aprimorando, inovando e criando novas de acordo com as necessidades locais, de comunidade ou simplesmente individual.

Podemos falar de uma cidade totalmente nova e planejada mas também usar os conceitos para a transformação de alguma cidade existente.

As cidades atuais enfrentam diversos desafios para se estruturarem como uma cidade inteligente, uma vez que elementos estruturais já estão implementados e construídos sem o uso das novas ferramentas de inovação e novas tecnologias de informação e comunicação que aceleram e auxiliam no processo de planejamento, controle e integração dos cidadãos, tais como infraestrutura urbana x infraestrutura digital e mobilidade urbana, dentre outros.

Cidades inteligentes, são na verdade a reunião de uma gama de redes digitais e softwares conectados às “coisas físicas”, informatizando tudo e fazendo todos interagirem de forma inteligente.

O termo surgiu nas discussões para o protocolo de KYOTO, em 1997, onde foram discutidas formas de como tornar as cidades mais sustentáveis e uma das soluções foi torná-las mais inteligentes, através do uso de softwares instalados em dispositivos físicos que sejam capazes de ajudar nas soluções urbanas e do dia-a-dia do cidadão melhorando com isso a qualidade de vida.

Muitas soluções estão ligadas à Internet da Coisas (IOT), que é a infraestrutura que interconecta objetos de diferentes usos (coisas) à rede digital para prestar serviços na vida cotidiana, na indústria, nos setores urbanos, etc. Os objetos usam sensores e softwares eletrônicos para coletar e transmitir dados pela internet, ou seja, qualquer coisa pode ter software e ajudar no planejamento e nas situações do dia-a-dia tais como:

– softwares para mobilidade urbana

– softwares para comunicação

– softwares para saúde

– softwares segurança

– softwares educação

– softwares trabalho

– softwares para lazer

Entre outros.

Mas além de falarmos de caraterísticas estruturais e funcionais, estamos falando da estrutura física das cidades, dos espaços urbanos e dos espaços internos das habitações e dos prédios como estruturas capazes de absorver estas inteligências, dados e softwares e ainda, que sejam capazes de implementá-los de forma simples para o usuário.

A ideia é que tudo seja inteligente: os hospitais, os edifícios, as casas, escolas, o espaço urbano, etc., formando com isso o indivíduo mais “inteligente” também, já que ele terá que interagir com toda esta tecnologia. Portanto é imprescindível a inclusão de todos no processo.

  • Listo abaixo e brevemente alguns exemplos que podemos inserir dentro dos prédios:

– automação para tudo – como exemplo, podemos citar dispositivos para regular temperatura interna, automação de tomadas, equipamentos, iluminação, até mesmo controle de emissão de gás carbônico já podemos ter, além de sensores de detecção de quedas e com isso controle e segurança de pessoas mais idosas, e muito mais.

  • Fora das edificações e a nível mais macro, envolvendo o exterior, o urbano, podemos ter por exemplo:

-softwares para mobilidade urbana, softwares de segurança. Já foi proposto, inclusive, um novo dispositivo que detecta o COVID-19 no ar, níveis de poluição, etc.

 Hoje já podemos contar também com placas solares, dispositivos de veículos autônomos, dispositivos de entrega via drones, coleta de lixo, sinalização, softwares de controle e detecção de enchentes e muito mais….

E assim várias outras soluções estão aparecendo de forma rápida, ou seja, tudo associado à capacidade de criatividade do ser humano visando atender suas próprias necessidades na busca da qualidade de vida e sustentabilidade do planeta.

Muitos desafios ainda existem para transformação das cidade no que diz respeito a infraestrutura urbana e estamos enfrentado a necessidade de planejamento e readequação das redes subterrâneas e aéreas, de fibra ótica, cabos e de comunicação. Muitos aspectos físicos devem ser alterados e readequados, além de toda a intervenção e adequação de políticas urbanas e gestão destas cidades, visado a sustentabilidade e implementação e controle de todas as novas ferramentas.

Uma infraestrutura digital que permita o processamento de grandes volumes de dados, de comunicação e serviços digitais públicos e privados ainda é um desafio e em constante evolução. É imprescindível neste contexto, toda uma nova gestão e inovação dos espaços, da mobilidade com base não somente na inteligência das coisas mas na inteligência e criatividade humana para que esteja inserida neste novo cenário, havendo também a promoção social do indivíduo, das comunidades e regiões, ou seja, estamos falando também de inteligência estratégica, coletiva e colaborativa.

Podemos citar alguns pilares importantes para o conceito de cidade inteligente:

  1. Economia: novo enfoque para o empreendedorismo, produtividade e integração globalizada, influenciando positivamente as oportunidades e gestão econômica.
  2. Infraestrutura urbana: novo olhar em relação aos novos comportamentos da Era Digital e como isso influencia e será implementado pelos sistemas de transportes existes, mobilidade urbana, infraestrutura de redes de tecnologia, informação e comunicação, dentre outras.
  3. Pessoas: o indivíduo como elemento fundamental para o Pensar de uma Cidade Inteligente e com a mente aberta e empreendedora para novos conceitos e inovação.
  4. Governança: a importância das intervenções e atuações de governos e administração pública, principalmente no que diz respeito a administração eficiente e transparente
  5. Meio-ambiente: sustentabilidade como foco: fatores de qualidade de ar, água, recursos hídricos, eficiência energética, consciência ecológica, gestão de resíduos e de recursos naturais.
  6. Qualidade de vida: promover o bem-estar social, lazer, condições de saúde física e mental e psicológica, segurança, etc.

Cenário Brasil

Foi lançada a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes com foco na transformação digital das cidades.

A Carta Brasileira para Cidades Inteligentes é resultado de um amplo processo de construção colaborativa, que oportunizou o engajamento de diversos segmentos da sociedade brasileira, envolvidos notadamente com os temas do desenvolvimento urbano, meio ambiente e de tecnologias, bem como com a formulação e a implementação de políticas públicas e ações de desenvolvimento local. Durante meses de trabalho, por meio de diferentes fóruns, atrizes e atores deram suas contribuições, agora sistematizadas neste documento nacional de referência, que se apresenta como uma “agenda pública para a transformação digital nas cidades brasileiras”.

As iniciativas brasileiras de “CIDADES INTELIGENTES” são ações de política urbana.

“CIDADES INTELIGENTES” são cidades comprometidas com o desenvolvimento urbano e a transformação digital sustentáveis, em seus aspectos econômico, ambiental e sociocultural, que atuam de forma planejada, inovadora, inclusiva e em rede, promovem o letramento digital, a governança e a gestão colaborativas e utilizam tecnologias para solucionar problemas concretos, criar oportunidades, oferecer serviços com eficiência, reduzir desigualdades, aumentar a resiliência e melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, garantindo o uso seguro e responsável de dados e das tecnologias da informação e comunicação.

O desenvolvimento de cidades inteligentes e sustentáveis vem se tornando um grande desafio para os municípios brasileiros. O Decreto no 9.612/2018, que instituiu a Política Pública de Telecomunicações, especificou que o Programa de Cidades Digitais do MCTIC (atuais MCTI e MCOM) seria substituído pelo Programa de Cidades Inteligentes, que está sendo desenvolvido em sintonia com o Decreto nº 9.854/2019 que instituiu o Plano Nacional de Internet das Coisas e que estabeleceu a criação de câmaras temáticas Iota, dentre as quais destaca-se a Câmara das Cidades 4.0. Dada a complexidade do tema, foi estabelecido Acordo de Cooperação Técnica entre o MCTIC e MDR com o objetivo de se estruturar uma estratégia nacional para desenvolvimento das cidades inteligentes e sustentáveis no Brasil, por meio da elaboração da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, e também com o desenvolvimento de diversas ações no âmbito da Câmara das Cidades 4.0. A Câmara das Cidades 4.0 é estruturada por um Conselho Diretivo composto pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e do Desenvolvimento Regional, além de representantes da sociedade civil, academia e indústria. Além disso, há a divisão de quatro Grupos de Trabalho, sendo um deles relativo justamente à esta Carta Brasileira para Cidades Inteligentes. Os outros três grupos são: Indicadores, Sistema de Avaliação e Infraestruturas para Cidades Inteligentes; Sistemas e soluções para Cidades Inteligentes; e Pesquisa e Sustentabilidade. A publicação da Carta é um marco importante no processo de desenvolvimento das cidades em suas mais diversas dimensões.

Apresentação da comunidade da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes: AS “CIDADES INTELIGENTES” QUE QUEREMOS Nós, Comunidade da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, declaramos que as “cidades inteligentes” que queremos são:

DIVERSAS E JUSTAS Reconhecem os conflitos territoriais e buscam soluções, respeitando a diversidade e atuando para reduzir os vários aspectos das desigualdades socioespaciais.

VIVAS E PARA AS PESSOAS Colocam as pessoas no centro do desenvolvimento e proporcionam (melhoria da) qualidade de vida a todas e a todos. São agradáveis para viver e facilitam o convívio entre as pessoas. Respeitam a autonomia e as escolhas individuais, ao mesmo tempo que respeitam o interesse público, os direitos coletivos e difusos (aqueles que se referem à coletividade, a várias pessoas ao mesmo tempo). Equilibram natureza, ambiente construído e ambiente digital. Para isso, usam a tecnologia de forma ética, a serviço do bem comum e das pessoas, respeitando a dignidade humana e a privacidade.

CONECTADAS E INOVADORAS Buscam várias formas de aumentar a eficiência das ações feitas no seu território. Usam TICs (tecnologias de comunicação e informação) e soluções inovadoras integradas, com uma visão ampla. Ou seja, por um lado, percebem que a tecnologia deve ser usada para oferecer governo e serviços públicos eficientes, respeitando costumes e tradições. Mas ao mesmo tempo, entendem que há outras formas de conectar e inovar além da tecnologia digital, especialmente nas áreas urbanas pouco densas.

INCLUSIVAS E ACOLHEDORAS Possuem governança ampla, aberta e transparente. Com isso, estimulam o engajamento das pessoas e geram inclusão digital e inovação social, por meio de processos participativos e colaborativos. Sua sociedade é organizada, autônoma e justa e participa amplamente na decisão de seu próprio futuro, por meio de coletivos representativos. Acolhem e são acessíveis a todas as pessoas, respeitando as diversidades. SEGURAS, RESILIENTES E AUTORREGENERATIVAS Usam tecnologias que levem em conta a sua realidade e que atendam à solução de conflitos e problemas urbanos, ambientais e sociais concretos. Planejam, preparam-se e respondem prontamente a desafios climáticos, demográficos, sanitários, políticos e econômicos. Isso é feito com garantia da segurança social, ambiental e urbana e com garantia do acesso aos serviços essenciais em todas as circunstâncias.

ECONOMICAMENTE FÉRTEIS Promovem o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável, de acordo com o seu estágio tecnológico. Impulsionam a economia local, promovem a conservação e o uso sustentável da biodiversidade (variedade e variabilidade da vida existente no planeta, inclui a diversidade dentro de espécies, a diversidade entre espécies e a diversidade de ecossistemas). Garantem alternativas de geração de renda para as comunidades, estruturam e fortalecem os mercados para os produtos da sociobiodiversidade (relação entre a diversidade biológica e a diversidade de sistemas sociais, culturais e econômicos de populações rurais e povos tradicionais) local. Fortalecem a organização social e participam da dinamização de regiões no seu entorno. Incentivam a economia criativa, circular e compartilhada. Usam a tecnologia para melhorar o bem-estar da sociedade, sem exceções. Ampliam o acesso às oportunidades econômicas com equilíbrio e respeito às relações de pessoas de todas as idades, classes sociais, gêneros e raça com o meio ambiente. Possibilitam o aumento da consciência e do interesse por manter a biodiversidade (Variedade e variabilidade da vida existente no planeta. Inclui a diversidade genética dentro de espécies, a diversidade entre espécies e a diversidade de ecossistemas) e os serviços ecossistêmicos (benefícios que as pessoas obtêm da natureza). Compreendem “biodiversidade” e “serviços ecossistêmicos” como um meio de reduzir os riscos econômicos pois garantem o fornecimento continuado de recursos essenciais, principalmente para as cidades.

AMBIENTALMENTE RESPONSÁVEIS Praticam padrões sustentáveis de produção e consumo. Têm consciência dos serviços providos pelos ecossistemas (complexo dinâmico de comunidades de vegetais, animais e microrganismos e seu ambiente não vivo, interagindo como uma unidade funcional) locais. Fazem uso eficiente dos recursos naturais, visando a conservação ambiental, a saúde e o bem-estar das pessoas. Planejam ações em seu território integrando a abordagem de serviços ecossistêmicos (benefícios que a natureza traz para o bem-estar das pessoas e para as atividades econômicas). Encorajam soluções que sejam adequadas às características locais e o uso de soluções baseadas na natureza – S.n. (soluções ou instalações inspiradas em processos naturais para melhorar o bem-estar humano e a economia socialmente inclusiva). Buscam ampliar a resistência e a resiliência (capacidade de resistir e de se recuperar de uma situação difícil) dos sistemas soco ecológicos (interação entre ecossistemas e pessoas, em que os ecossistemas e as pessoas dependem um do outro, se apoiam e evoluem juntos) em relação à mudança climática (alterações do clima em todo o planeta) e a eventos extremos (exemplos: deslizamentos, inundações, secas, erosões etc.), usando soluções e tecnologias adequadas ao seu contexto. Antecipam, monitoram e avaliam os impactos ambientais das inovações tecnológicas para equilibrar a relação entre meio ambiente, tecnologia e sociedade.

ARTICULADORAS DE DIFERENTES NOÇÕES DE TEMPO Entendem e levam em conta o ritmo da transformação digital que seja mais adequado para cada pessoa, realidade e localidade. Transformam-se, adequam-se e evoluem, preservando e promovendo seu patrimônio histórico e cultural, material e imaterial, bem como considerando as necessidades das gerações atuais e futuras. Inovam mantendo-se vinculadas às identidades, às raízes e às conexões existentes entre as diferentes gerações que formam a cultura. Respeitam o tempo para o ócio e a aprendizagem lúdica. Promovem o encontro e os convívios social e comunitário.

ARTICULADORAS DE DIFERENTES NOÇÕES DE ESPAÇO Compreendem seu território, são integradas localmente e, ao mesmo tempo, são multe escalares (conectam-se em diferentes níveis: com cada área interna à cidade, com outras cidades, com outras regiões e com outros países). Suas estratégias consideram o urbano, o interurbano (dentro da mancha urbana), o rural, o natural e o regional. Consideram também as várias relações existentes entre cada um desses territórios. Usam conhecimento local. Aprendem com sua população, independentemente da idade, classe social, gênero e raça, mas também educam e se abrem para o conhecimento externo. Promovem o desenvolvimento local integrado e usam dados digitais adequados à sua realidade e ao seu estágio tecnológico para novas formas de cooperação e coordenação. Reconhecem o seu papel como parte de um sistema complexo e dinâmico, que atua em rede com outras cidades.

CONSCIENTES E ATUAM COM REFLEXÃO Planejam, organizam-se e agem com uso responsável e integrado de dados e informações produzidos e geridos conforme o contexto e as capacidades locais. Constroem indicadores, pesquisas, diagnósticos, capacitação, monitoramento e avaliação baseados em evidências. Essas ações incluem os aspectos sociocultural, urbano-ambiental, econômico-financeiro e político-institucional. ATENTAS E RESPONSÁVEIS COM SEUS PRINCÍPIOS Entendem que a inteligência também se manifesta na forma como se faz a gestão do desenvolvimento urbano e ambiental. Instituem processos dinâmicos de gestão e de governança da cidade. Usam circuitos colaborativos de experimentação. Exemplos: abordagens de avaliação e aprendizagem; promoção de mudanças organizacionais.

A globalização do final do século XX atingiu a todos nós e agora estamos globalmente conectados. Como cidadãos e profissionais temos recursos que jamais imaginamos. Temos muito mais acesso a informações com a mobilização de muito menos recursos. Essas possibilidades alteraram nossa forma de pensar e valorizar as coisas. Então, trocamos nossos problemas antigos por novos e passamos a valorizar certas coisas em detrimento de outras. Toda transformação está acontecendo numa velocidade que muitas vezes não conseguimos acompanhar e nossas referências estão mudando. Não estamos enfrentando problemas e sim enfrentando as mudanças, e elas são naturais no percurso da vida, mas o fato é que não estamos sozinhos e podemos enfrentá-las juntas. Mudanças profundas e exigem perspectivas mais abertas e empreendedoras, além de uma análise igualmente profunda e estrutural.

Vamos juntos!

Transformando Lugares e aproximando pessoas.

Michelle Beatrice

Michelle Beatrice

Empreendedora, Arquiteta e Urbanista , PMP – Project Manager Professional, Fundadora da MICA Arquitetura, Idealizadora dos ENCONTROS MICA ARQUITETURA: Networking e Negócios

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