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EXPANSAO URBANA, PASSADO E PRESENTE.

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Por Daniel Araujo de Oliveira

Na correria do dia a dia acabamos não refletindo e avaliando certos aspectos que afetam diariamente a nossa vida e a de milhões de pessoas em todo o país, que são a expansão urbana e seus impactos. Alguns aspectos conexos a estes temas precisam ser analisados para que possamos refletir sobre como podemos melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos, visto que, a urbe precisa ter o foco na boa convivência e no respeito á vida dos que nela habitam ou frequentam.

Não é difícil ouvirmos relatos de pessoas que visitam áreas rurais ou pequenos municípios exaltando a qualidade de vida nestes locais face aos grandes centros urbanos, seja em relação à qualidade dos indicadores segurança, meio ambiente, ou mesmo de saúde. Este fator ocorre, em virtude da densidade demográfica e do rápido crescimento dos grandes centros que impõem muitos desafios.

Este não é um desafio somente do Brasil e sim do mundo inteiro e por isso devemos buscar soluções também em outros locais, e ajustar a nossa necessidade.

Enquanto o mundo tem a média de 50% das pessoas morando em cidades, o Brasil já tem 85%, o que evidencia que não temos dado a devida atenção ao planejamento urbano.

O Brasil, como os demais países da América Latina, sofreu intenso processo de urbanização, especialmente na segunda metade do século XX, visto que em 1940 a população urbana era de 26,3% do total, já em 2000 ela passou para 81,2%, evidenciando um crescimento se mostra mais impressionante ainda se lembrarmos dos números absolutos, pois, em 1940 a população que residia nas cidades era de 18,8 milhões de habitantes, e em 2000 ela era de aproximadamente 138 milhões.

Portanto, em 60 anos os centros urbanos foram ampliados de forma a abrigar mais de 125 milhões de pessoas, a titulo de exemplo, significa mais da metade da população do Canadá ou um terço da população da França. Trata-se de um gigantesco movimento de construção urbana necessário para o assentamento residencial dessa população, bem como para a satisfação de suas necessidades de trabalho, abastecimento, transporte, saúde, energia, água, etc.

Ocorre que este crescimento não se deu de forma tão ordenada quanto se esperava, sendo assim iniciou-se um processo de construções irregulares, em locais sem os serviços básicos, e infraestrutura adequada, iniciou-se o processo de favelização, a exemplo do Rio de janeiro, que nos últimos anos, parece ter fomentado ainda mais o  processo de favelização pois as pessoas estão com alternativas de habitação cada vez mais restritas, em virtude da falta de emprego formal, e consequente acesso a linhas oficiais de credito.

Algumas consequências deste processo de crescimento desordenado são os  abastecimentos irregulares de água, e falta da coleta e tratamento do esgoto e energia elétrica utilizados de formas clandestinas e criminosas o que prejudica a sociedade como um todo, tornando os resultados cada vez mais visíveis, com os rios lagos e lagoas se transformando em verdadeiros corredores e depósitos de esgoto in natura, com os agravantes de resíduos físicos de toda sorte e ainda os industriais.

Estamos diante de grandes desafios e que somente poderão ser resolvidos com o trabalho conjunto da sociedade civil, empresários e governantes.

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