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ANÁLISE POLÍTICA DA SEMANA – 31 DE MAIO

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A POLARIZAÇÃO É UM FATO

Sem, até o momento, nenhuma definição pela disputa à cadeira da presidência no
próximo ano, cresce a polarização entre bolsonaristas e não bolsonaristas. Bolsonaro
vem, duvidosamente, conseguindo se manter entre as preferências do eleitorado
mesmo tendo, em baixa crescente, as avaliações realizadas pelos diversos institutos de
pesquisa especializados.
As manifestações realizadas no último sábado podem até ser consideradas tímidas
diante das realizadas pelos apoiadores do presidente, mas indicam a insatisfação da
sociedade. Sem desejar a volta daquele PT que esteve no Poder e decepcionou a nação.

CPI

Dentro do Senado, Renan Calheiros vem reconquistando o espaço político perdido.
Renan mostra que sabe avançar e recuar. Ocupa espaços políticos e, na grande
imprensa, vem trabalhando com o compromisso administrativo de emergir personagens
e ações do Governo. Detalhe: não dá a mínima para as reações da sociedade.
Os depoimentos, até aqui, não favorecem em nada o presidente Bolsonaro, muito pelo
contrário. Dimas Covas, por exemplo, falou – e documentou – toda a saga que foi
aplicar as vacinas nos braços dos brasileiros, contradizendo o discurso do ex-ministro
Pazuello, e do próprio presidente Bolsonaro.

REFIS

Tramita na CCJ da Câmara um PL que teve o relatório concluído com parecer favorável,
apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PSL/RJ). Ele trata de um REFIS que vai ter um
reflexo bastante positivo sobre o setor da educação, um dos mais impactados pelo
cenário atual.
Esse REFIS propõe que as negociações sejam feitas sobre a receita líquida das
instituições de ensino superior. A medida permitirá que as universidades possam, de
fato, negociar o percentual sobre a receita real.

ESTÁ DE VOLTA, QUERIDA

Não é novidade que Eduardo Cunha está em Brasília, e ele não se esconde. Twitta, faz
reuniões políticas e circula de cabeça em pé. Mas ainda não deixa claro onde deseja
chegar, tampouco passar despercebido pelos radares governamentais.

VETOS

Estão programados para votação no Congresso Nacional 23 VETOS do presidente a
vários Projetos de Lei. A sessão do Congresso desta terça-feira exigirá muito esforço do
Governo, em especial de seu líder, o senador Eduardo Gomes.

BOLSONARO É O CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS

O presidente Bolsonaro voltou a colocar as Forças Armadas em posição bastante
desconfortável. Levou Pazuello para um palanque no Rio de Janeiro, numa manifestação
com a rua totalmente ocupada, demostrando assim aos políticos locais que tem
condição de influir decisivamente na eleição para governador do estado fluminense.
Apesar de alguma punição estar sendo discutida pelo comando do Exército, Bolsonaro
pediu (ou ordenou?) que não haja punição pelo ato – este, claramente indisciplinar.

ENTORNOU O CALDO DA BOIADA

É frágil a situação do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, apesar de sua posição
no governo parecer inabalável.
A operação deflagrada pela Polícia Federal, que teve contribuição dos Estados Unidos,
garante a existência de provas robustas do envolvimento do ministro em exportações
de madeira ilegal.
Já se sabe que a movimentação financeira do escritório do ministro, dirigido por sua
mãe, vai muito além do número dos clientes. O melhor seria que o ministro deixasse o
Presidente mais à vontade, e que pedisse licença até que a situação fosse esclarecida.

FILIGRANAS JURÍDICAS OU PASSEIO DA BOIADA?

Está em curso interessante discussão jurídica sobre a operação de buscas nos endereços
do ministro Salles.
Há uma corrente que defende que o SFT, leia-se o ministro Alexandre de Moraes, teria
que ter dado vistas do processo ao MPF antes da operação. Se assim o tivesse feito, a
operação teria acontecido? Não se sabe.
Bem, de fato, o ministro pulou uma etapa do processo para garantir o sucesso da
operação. Há de se questionar: é justa a suspeição de Sergio Moro pelos mesmos
motivos?

IMPEDIDO? NÃO

Por sete votos a quatro, o STF anulou a deleção de Sergio Cabral, que continha
denúncias contra o ministro Dias Toffoli. Entre os sete que anularam a deleção,
desfavorecendo o voto do próprio ministro, que, em tese, seria “investigado”, ele não
se sentiu impedido de julgar uma ação contra si mesmo. É a vida que segue, se assim
podemos dizer.

JAIME LERNER

Morreu, na semana passada, um dos maiores estadistas que esse País já viu, Jaime
Lerner. Exemplo de lisura de caráter e gestão, suas obras se transformaram em
referência internacional. Ainda assim, a imprensa tratou sua morte com muito
desprezo. Merecia ser homenageado à altura.

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