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Você já ouviu falar em Viés Inconsciente? Sabe o que é isso?

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Quando você precisa tomar uma decisão, simples ou mais complexa, já parou para pensar os motivos que te fazem escolher a melhor?

Quando você precisa tomar uma decisão, simples ou mais complexa, já parou para pensar nos motivos que te fazem escolher a melhor opção? E naquela famosa primeira impressão quando vimos alguém pela primeira vez? Se nunca a viu essa pessoa antes, como consegue ter uma impressão dela sem trocar nenhuma palavra? Isso tudo pode ser o seu viés inconsciente.

Mas calma, isso não é bom ou ruim. Isso acontece porque as suas ações e decisões tomadas costumam se basear, em muitos casos, em experiências vividas anteriormente e no conhecimento que se adquire ao longo da vida. Essa decisão, meio que automática sobre determinados assuntos, grupos ou pessoas acaba sendo “enviesada”, ou seja, é um viés inconsciente.

Vou citar aqui alguns exemplos práticos para entender isso melhor. Se você olha na rua para uma pessoa com roupas pretas, piercings e tatuagem, logo imagina que a pessoa gosta de rock. Já quando vê uma pessoa com deficiência visual, é comum achar que ela precisa de ajuda para atravessar a rua ou que tem uma vida mais difícil.

Esses exemplos são estereótipos causados pelo viés inconsciente. Que foi formado pelas suas vivências, filmes, novelas ou séries que assistiu, livros que leu, entre outras experiências.

Mas qual o real impacto do viés inconsciente nas empresas?

O viés inconsciente no ambiente corporativo pode causar problemas. Por exemplo: na hora da contratação, se não focarmos nas competências dos candidatos, pode-se decidir de forma discriminatória por conta de um viés inconsciente. É bem comum ver equipes formadas por pessoas com as mesmas características do líder que as selecionou.

Outro exemplo é a não aceitação de um novo profissional num setor devido a uma experiência negativa anterior porque o antigo funcionário não conseguia bater as metas e tinha deficiência de fala. O novo profissional possui a mesma deficiência, porém, uma formação superior e um histórico profissional impecável. Mesmo assim, o grupo não o aceitará bem.

Mas como lidar com o viés inconsciente?

O primeiro passo é ter ciência de que ele existe. Orientação dos profissionais e treinamentos que visam demonstrar esse preconceito são ações que minimizam a exclusão. A experiência precisa ser mais valorizada do que determinadas características como idade, sexo, deficiência e aparência. Se a valorização das características adequadas para o trabalho ocorre desde o recrutamento, há mais chances de que os gestores e as equipes também percebam o novo colega de trabalho pelos seus feitos profissionais, evitando que se criem imagens baseadas no viés inconsciente.

Outra forma eficiente de lidar com o viés inconsciente é se permitir ter novas experiências. Dessa forma, é possível quebrar paradigmas e criar pensamentos novos sobre um determinado assunto. Aqui eu deixo um questionamento: Quando foi a última vez que você fez algo novo pela primeira vez?

O viés inconsciente existe e faz parte de todos nós, mas ele pode ser controlado para garantir que não se crie pré-conceitos sem antes buscar conhecer o próximo. A diversidade está no centro das ações e decisões de milhares de organizações em todo o mundo. Líderes já perceberam que a inclusão faz com que uma empresa seja mais humana, sustentável e lucrativa, fato comprovado por pesquisas de instituições respeitadas, como McKinsey, por exemplo.

Para finalizar, lembre-se que a inovação é feita de diversidade. E mesmo que você pense ser uma pessoa que aceita a diversidade, termino esse texto com uma frase que li esses dias: “Diversidade é chamar para a festa, inclusão é convidar para dançar”.

Espero que tenham gostado da leitura.

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Filipe Colombo, empresário e CEO da Anjo Tintas

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