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8 aspectos do mercado imobiliário durante a pandemia

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Em 2020, mesmo durante a crise sanitária e financeira, o setor registrou um avanço de 9,8% nas vendas em comparação com o ano anterior

A pandemia não comprometeu a saúde do mercado imobiliário brasileiro. Com base nos dados disponibilizados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em 2020 foram realizadas 189.857 vendas de unidades de novas moradias, registrando um avanço de 9,8% ante o ano de 2019. Ainda segundo o estudo, a projeção para 2021 é de um crescimento entre 5% e 10% para 2021.

Como a casa deixou de ser exclusivamente o espaço dedicado ao lar, tornando-se academia, local de trabalho, escola e área de lazer, os brasileiros buscaram imóveis mais espaçosos, com área aberta, atendendo às novas demandas. Por conta disso, as turbinas do setor foram ligadas.

E para falar sobre o assunto, conversamos com Carlos Freitas, economista que comanda três lojas da Auxiliadora Predial, sendo uma unidade em Porto Alegre, uma em Canoas e outra em Florianópolis. O empresário falou sobre compra, venda, aluguel, investimento e sobre o relacionamento do corretor com o cliente.

Para acompanhar a entrevista em vídeo, na íntegra, é fácil: o material está disponibilizado no IGTV, no YouTube. Quem prefere escutar o conteúdo, pode acessar a playlist Negócios On Demand, no Spotify.

Negócios Pro Br: A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) projeta um crescimento de 35% do mercado imobiliário até o fim do ano. Como você enxerga essa projeção?

Carlos Freitas: O mercado está com esse pensamento. 2020 realmente foi um ano que superou a expectativa de todos no mercado, principalmente por conta da chegada da pandemia. O mercado imobiliário rapidamente e de forma muito positiva. O ano de 2021 continua apontando para um crescimento, apesar da pressão dos custos dos insumos.Isso é um ponto que devemos estar atentos. Mesmo assim, os números estão apontando para um  ano de 2021 mais promissor do que foi em 2020.

Negócios Pro Br: A que se deve a motivação tão grande do brasileiro em seguir investindo no mercado imobiliário?

Carlos Freitas: O Brasil já tem um histórico de déficit habitacional, e isso já vem de um tempo. Quando foi instituído o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ lá atrás, já tentava recuperar essa defasagem do déficit habitacional brasileiros que foi feliz durante algum período. Porém, as situações da nossa economia fez com que se mantenha esse problema habitacional. Nós tivemos uma mudança no paradigma da casa. A pandemia fez as pessoas repensarem na casa onde moram. Uma das tendências era a de imóveis funcionais, com pouca metragem e muita área dividida. Nos empreendimentos lançados antes da pandemia, se dava muita importância para as áreas coletivas como salão de festas, academia, piscina, área pet. A pandemia mudou toda essa visão e as pessoas se viram presas dentro de casa. Então, a demanda por casas com pátio e coberturas explodiram. Isso ocorre porque as pessoas passaram a procurar por espaço ao sol.

Negócios Pro Br: A casa multifuncional, é isso que está entrando em cena agora?

Carlos Freitas: Exatamente. É a casa que você pode ter espaço para trabalhar, ter espaço para lazer; fazer um uso variado dessa casa, não apenas utilizar áreas coletivas de condomínios como estava acontecendo. Agora, as pessoas começaram a pensar nisso. A mudança ao home work virou algo comum, que mesmo depois que passar a pandemia, esse legado do home work vai ficar.

Negócios Pro Br: Quais outros pontos explicam a valorização do mercado imobiliário?

Carlos Freitas: A facilitação do crédito. Hoje, o crédito está muito mais facilitado, com os bancos muito mais profissionalizados nessa função. Então, o prazo do processo de financiamento cada vez é mais curto, mais dinâmico e menos burocrático; as taxas de juros estão em um valor que nunca tiveram. Então, isso facilita muito para que as pessoas comprem imóveis através do crédito imobiliário. Isso é um combustível para que o mercado continue crescendo.

Negócios Pro Br: E o mercado de aluguel?

Carlos Freitas: O mercado de aluguel também está sofrendo todos esses impactos, desde o modelo da procura do imóvel até a valorização do aluguel. O preço dos aluguéis está se recuperando e gira a roda do retorno do investimento do imóvel. Isso é outro fator que promove o crescimento do mercado imobiliário porque hoje a gente não tem aplicações financeiras dando retorno. Se você deixar seu dinheiro no banco, ele vai ficar parado, podendo até diminuir, porque os rendimentos estão muito baixos.

Negócios Pro Br: Dicas para tirar o melhor proveito na hora de comprar, vender ou alugar um imóvel?

Carlos Freitas: Por isso a profissão de corretor de imóveis é tão importante. Não existe uma resposta pronta para isso, é necessário fazer uma análise muito profunda da necessidade do cliente para decidir o melhor momento. A pergunta é muito pertinente, mas a resposta vai de pessoa para pessoa, do que cada cliente está precisando. Temos o investidor que compra para revender, pensando no aumento do valor e fazendo um ganho em cima. E temos o investidor patrimonialista, que compra o imóvel, fica com ele na carteira e aluga, aumentando a renda.

Negócios Pro Br: Como em qualquer investimento, no imóvel também é importante entender o perfil do consumidor?

Carlos Freitas: Com certeza. Vai do tempo que a pessoa pode esperar amadurecer o investimento dela, a forma que ela acredita no perfil na aplicação que ela faz, o quanto de recurso ela tem e quanto ela está mobilizando nesse recurso. Então, todos esses fatores devem ser traçados quando falamos de investimento.

Negócios Pro Br: Quais são os desafios para trabalhar no setor imobiliário?

Carlos Freitas: Essa é uma pergunta que vem em uma hora muito apropriada, porque com a situação da economia como um todo, e você vê o mercado imobiliário com números crescentes, acaba trazendo muita gente para a corretagem. A corretagem, principalmente com o uso do celular, é uma profissão que você vive vinte e quatro horas por dia. Você precisa estar sempre disponível para o seu cliente. A gente conversou vários fatores sobre o grau de importância da decisão na hora que é tomada a compra de um imóvel. Precisa estudar muito, ter muito conhecimento e muita dedicação. Às vezes, pelo fato de ser um profissional autônomo, acaba enganando, porque se você não se dedicar, não vai ganhar dinheiro no mercado. Antes de tudo, o corretor precisa respeitar a empresa que ele é, e com isso, focar no trabalho de prospecção de imóveis, acompanhamento de cliente, o trabalho de divulgação, acompanhamento de divulgação, entre outros. Quem observa de fora e vê um contrato sendo assinado, não vê todo o trabalho que teve por trás para chegar ao momento da assinatura.

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