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8 aspectos ajudam a entender o sucesso do agronegócio brasileiro

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No mês de junho, o agronegócio brasileiro registrou o recorde para o mês, alcançando o faturamento de US$ 12,11 bilhões, valor que representa um crescimento de em comparação com 2020, quanto o ganho foi de US$ 9,96 bilhões Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, o aumento internacional dos agro produtos exportados – um aumento de 30,4% – foi a principal variável para números positivos.

O convidado para falar sobre o tema foi José Luiz Tejon, coordenador do agribusiness center da Fecap e sócio diretor da Biomarketing. Perguntamos sobre os fatores que levaram o agronegócio a alcançar números nunca alcançados no período, principais compradores, PIB e muito mais. Confira! 

Negócios Pro Br: Cite os principais fatores para o crescimento do agronegócio?

José Luiz Tejon: O Brasil, por conhecimento tecnológico e tropicalização de tecnologia, cresceu consideravelmente com a produção de grãos. Então, nós somos o maior do mundo em produção de soja e maior exportador também, e cresceu na produção do milho, apesar de estarmos tendo um decréscimo na safra devido às condições climáticas. As exportações foram acentuadas pelo crescimento de preços da commodities a nível internacional. Com a crise houve um aumento nesses valores. E, no caso brasileiro, podemos incluir o valor do dólar, porque o câmbio foi muito favorável aos exportadores, então estamos batendo um recorde de faturamento nas exportações em função da sobrevalorização do dólar perante o real.

Negócios Pro Br: Quais atividades com maior exportação na agricultura?

José Luiz Tejon: Os principais produtos da nossa cesta de exportação são os grãos, carne bovina, carne suína, a madeira, o algodão e também o café. Esses são os nossos principais itens. O fumo, quase não falado, é um item muito importante na balança de pagamentos do Brasil.

Negócios Pro Br: Quais os maiores compradores do produto brasileiro?

José Luiz Tejon: A China é o maior cliente disparado; a Ásia como um todo, quando somamos, é o segundo maior cliente; a Europa é o terceiro maior cliente em peso de importância; o Oriente Médio é o quarto.  Esses são os principais clientes com superávit para a balança brasileira.

Negócios Pro Br: O quanto o sucesso do agronegócio reflete diretamente no PIB nacional?

José Luiz Tejon: A importância da agropecuária é muito grande, é o que mantém a nossa economia viva. Porém, ela não segura sozinha o PIB do país. Porque a agropecuária cresceu nos últimos dez anos cerca de 30%, enquanto o PIB cresceu apenas 2,7 %. Então, a agropecuária tem sido uma sustentação, mas é necessário que os setor industrial, o setor comercial, setor de serviços cresça porque a agropecuária tem segurado a barra. Isso significa que os demais setores também comecem a desenvolver mais vendas ao mundo de produtos brasileiros processados e com valor agregado. Esse é o desafio dos próximos dez anos.

Negócios Pro Br: Podemos dizer que a pandemia não trouxe grandes impactos ao setor?

José Luiz Tejon: A pandemia, como toda crise, gera a expectativa de insegurança planetária, e consequentemente as commodities sobem de preço, sendo o caso do alimento. O alimento passa a ser uma questão de segurança que fica muito evidenciada no momento de crise. Imagine todo esse problema da pandemia com ainda problema de abastecimento com relação aos alimentos. Então, isso deu um impacto nos preços. Outro fator foi a guerra comercial de Trump com a China, que ajudou o Brasil a crescer e a progredir. Some a tudo isso a desvalorização do real, trazendo então um momento muito positivo para quem está exportando. Todo cuidado é pouco, pois os custos também cresceram e a próxima saca será plantada durante uma crise hídrica. Portanto, quem vendeu e fez dinheiro, seja prudente, invista em ciência e tecnologia e não faça besteira.

Negócios Pro Br: Acredita que novos recordes podem ser batidos ainda em 2021?

José Luiz Tejon: Novos recordes em 2021 não, em função da perda do milho em função dos aspectos climáticos. O que poderia se olhássemos não só ampliar as exportações, como também abastecer com mais segurança todo o setor de proteínas animal, como aves e suínos. Portanto, acho que batemos o nosso recorde, chegamos lá,. A próxima safra começa em agosto e vamos ver se o clima não nos faça mal, essa é a expectativa.

Negócios Pro Br: Que tipos de incentivos do governo o setor recebe?

José Luis Tejon: O Brasil é o setor menos subsidiado e menos protegido de todo o agronegócio mundial. Não existem programas. O mundo, as principais economias, oferecem cerca de US$ 720 bilhões de subsídios aos seus agricultores. Nós não temos isso. Temos, na verdade, uma lei que não coloca impostos para os nossos clientes internacionais pagarem, fato que tem sido importante. Agora, o crédito rural é muito dependente diretamente da relação com as empresas, troca de insumos por produção. Somos uma agropecuária muito independente e isso, por um lado, fez com que os nossos produtores ficassem muito mais bem preparados e resilientes comparados a agricultores que são muito protegidos pelos seus governos. Portanto, é uma atividade independente que está gerando valor para todos os outros setores do país .

Negócios Pro Br: Considerações adicionais sobre o tema

José Luiz Tejon: O que peço é um planejamento estratégico. Está na hora do Brasil construir um planejamento estratégico das vinte principais cadeias produtivas para que possamos diminuir os riscos e as incertezas, como por exemplo a dependência de fertilizantes, a dependência de insumos do exterior e que tenhamos uma busca mais positiva de vendas para outros mercados.

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